|
|
| |

Como se eu...
Um poema que fiz,
numa folha que fizeram.
um sentimento que tenho,
domingo.
Escrito por Morri na Forca... às 20h25
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

O Fantasma e o Anjo.
Anjo doce feito de sal,
Que a mim foi concedido,
Materialize-se em metal,
E põe o mal como vestido...
Ouça meu pedido,
Põe o amargo em sua beleza facial,
Então enfim ficará parecido,
Com o que sinto, por ser menos real...
Escreveria no aço de sua pele,
Um poema que fale de nós dois,
Espero que seu frio me congele,
Então eu serei imortal como vós sois...
Anjo que esmola na rua de ouro,
Aceite o meu presente,
Mesmo que não seja tão duradouro,
Lhe entrego a imensidão de minha mente...
Imensa-mente agradecido.
Faço-lhe um último pedido,
Mas esse é permanente,
Se está comigo é por que está perdido,
Volte para o céu onde estará protegido,
Sei que está doente...
O que faz hoje em minha frente?
O que você procura?
Invés de aço se faz de pedra,
Pousando em minha sepultura,
Silenciosamente...
Escrito por Morri na Forca... às 02h53
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Estatue...
Estatue.

Quantas vezes,
as vezes eram quantas...
e eu não fiz nada,
por algo que me fez,
assim como sou,
mas por que sou assim?
- quando tudo acabou?
Acabou antes de mim,
você se lembra?
Eu lhe falava coisas,
lembrei de fazer o bem,
onda o bem lembrou de mim...
diante de muitas coisas,
escrevo minha palavras...
aqui.
Escrito por Morri na Forca... às 14h40
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
A Teoria da Lei.
- Vou lá fora e sento, Nos momentos mais sozinhos, Vejo moinhos sugando o vento, - soprando o pensamento - Onde deixei o meu caminho.
No infinito entre os braços, Está o destino de um momento, Dobrando os Laços...
Apertados ao sentimento, Devolvem os meus passos, - Pegadas da alma sobre o vento – Como Viajante do tempo, A procura de seus rastros...
Eu me apresento:
Com mil faces, Sem cor e sem talento, No escuro e com disfarces, Entre a paz e o tormento... Eu me apresento... -Assim como um amor incógnito.-
Eu sou a meteria do invisível, O possível do improvável, Numa verdade-combustível, Sei que tudo é alcançável, Na teoria do impossível...
Não tenho sentimento descartável... Mas também não sou sensível.
Agora, Em nome do que não me chamo, Declamo a mim mesmo nesta hora, Ao amor próprio que não amo... Que estou indo embora.
- Vou lá fora e sento, Nos momentos mais sozinhos, Vejo moinhos sugando o vento, - soprando o pensamento - Onde deixei o meu caminho...
Escrito por Morri na Forca... às 17h47
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

O Mentiroso.
Quero a frase que me diga,
- uma palavra apenas –
Uma prova real que nos obriga,
A cumprir a nossas penas!
- Condena -
Por desistir do que mais quer,
Quero medidas, júri e teorema,
- Ou seria uma mulher?-
- Confissão em um poema -
Juro dizer a verdade,
Mesmo que seja pequena,
Diante de Deus e da sociedade,
E sobre minha injusta pena:
“Em regime sem fiança,
Sinto-me injustiçado,
Por que a justiça não me alcança,
Quem me acusa é mais culpado,
Mas não acho crime, a ignorância,
Então por mim é perdoado...”
- quando o perdão é um pecado -
O que pesa é a vingança.
Te ofereço meu cansaço,
E um bilhete bem dobrado,
Suspendem meu mundo com um laço,
Numa linda forca pendurado...
Se falei muitas palavras,
Agora estou calado,
Eu fui réu e o próprio jurado,
Entre tantas mentiras,
Morri,
Por fingir ser o culpado.
Escrito por Morri na Forca... às 19h05
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

Decoração.
Momentos de homens,
serpentes de Deuses,
diferentes e sempre...
dizem,
que ainda somos o que ainda temos.
Escrito por Morri na Forca... às 22h37
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

Língua de Trapo.
- Vai e verifica!
Velha louca!
Rouca, mas ainda grita,
Senhora Dona língua-solta...
Cala Boca!
Boca murcha,
Palavra frouxa,
Nariz de bruxa!
Senhora Dona Trouxa...
Ouvindo atravessado,
Da boca torta,
Orelha da porta,
Senhora Dona Recado...
De saia roxa...
Parasita do cochicho,
Batendo queixo,
Vira- lata-lixo,
Verme do Bochecho...
Cala Boca!
Vira-toca e mexeriqueira,
Senhora Dona Fofoca...
Velha galinha choca!
Ache quem lhe queira!
Senhora Dona encrenqueira...
Cala Boca!
...assim não fala besteira...
Este poema é direcionado a uma pessoa real. Idosos são os seres humanos que mais devo respeito.Embora este poema seja agressivo é descritivo também. Abraços. Forca.
Escrito por Morri na Forca... às 15h45
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

O Ritual Nuclear.
Entrei no paralelo nuclear,
Contar os átomos da fissão,
Durmo no nucléolo molecular,
Para construir a desintegração Celular,
E ver que nada era ficção,
C-12 nos faz queimar.
(ridículo!)
Eu moro na fumaça,
Eu devoro a fobia,
Eu mudo de raça,
Da noite pro dia,
Alguém viu a devassa?
E a constante alegria?
A luz ainda passa na vidraça,
Posso ver a “Cadeia Carbônica”
Em pneus e plantas na praça,
Movidos pela massa atômica,
Apesar da irônica grassa,
Me passa a vontade de Negar a eletrônica!
(Voltar a Origem)
sem ameaça...
– sou uma Fábula –
No inferno dos Doze Lamentos...
Julgo com os doze da Tabula
Seus sofrimentos...”
Escrito por Morri na Forca... às 00h24
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Há um endereço novo. http://senhordaforca.blogspot.com/
Escrito por Morri na Forca... às 00h38
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Pírulas...

Pírulas.
Quem são eles?
Que se escondem atrás de portas...
Trancam e não abrem,
Nunca mais voltam...
Antes estavam aqui,
Perto de nós e sorriam...
- felizes...
Quem são eles?
Pessoas,
Mulheres e homens,
Vivos,
Agora estão escondidos atrás das portas.
Eu não lembro bem,
Mas os reconheço...
Atrás de portas,
Todos ficam diferentes.
Às vezes tenho pena,
Sinto que certamente sofrem,
Dobrando chaves...
Eu bato e bato,
E ninguém abre as portas...
O que fazem atrás delas?
Será que lá existe um caminho?
Eu nunca posso vê-los,
As portas impedem a visão...
- cegos.
Eu continuo batendo e batendo...
- surdos.
Mas eles não abrem,
- imóveis.
Quero que voltem...
E me libertem.
- livres...
Deste sanatório...
Escrito por Morri na Forca... às 00h35
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
As Cartas.

Dama de Paus...
Sei. O Amor é um Insulto. estou só de passagem...
Caos, a linha da linhagem... a língua da linguagem... gafe. Dama de Paus, Valente sem coragem... Caos.
Rei, o poder é um insulto. servo da imagem...
Paz. O ferro da ferragem...
A folha da folhagem, Rei de paus. O tudo Da Miragem... Azes...
Tei, e levai... Já não ha insulto para linguagem, já não há ferro para linhagem, já não há servo para coragem... tei, e levai...
Há Caos para o Caos. há Damas, Há Reis De Paus. Bons piores que os maus.
Levem minha alma enquanto as cartas me distraem,
vai...
Escrito por Morri na Forca... às 15h15
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Dogma...

O Armador .
Que as orações parem,
No infinito contínuo,
Que o nada se espalhe,
E que tudo se cale,
Nas letras do extermínio.
Levo o que um beijo me trouxe,
Com meus lábios de alumínio,
O metal da carne separou-se,
A alma perguntou-se...
Existe corpo em meu domínio?
A alma pergunta...
Existe corpo?
Num momento absoluto,
O tempo me concluiu,
Fico guardando meu cálice de luto,
Que Lúcifer pediu,
E a cada minuto,
O corpo nunca existiu...
Tenho o coração mais bruto.
Onde a alma pergunta...
Amei e não fui feliz,
Venci mas não lutei,
Dei o que mais quis,
Hoje duvido do que mais sei...
Serei sempre o Aprendiz?
Deus é acima de mim.
Escrito por Morri na Forca... às 04h11
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

Acalento.
Não vim escrever um poema,
eu vim escrito em um.
Digo uma palavra pequena,
um frase, num momento comum.
Comum como a mesa da vaidade,
a beleza diabólica em simplicidade.
Não vim escrever um poema,
eu vim interpretado em um.
Eu digo a frase serena,
Rezada, dobrada, novena...
Não vim escrever um poema,
e não trago nenhum.
Procure a verdade mais plena,
e vai ver que não tem sentido algum...
É só parte de seu poema.
Embora ninguém entenda, é algo comum.
Escrito por Morri na Forca... às 00h17
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |

Livro dos Segredos .
- Tremulas -
As mãos procuram soluções,
Com delicadeza,
Procuram nas mesmas questões,
A antiga certeza,
- que trazem as mesmas confusões... -
- Certeza confusa -
Quantos momentos se desfazem?
Quantos sentimentos você usa?
As antigas coisas lhe trazem,
Reduza-se ao que suas palavras fazem,
Até que frase fique conclusa...
E as suas sepa-rações se casem.
Se a dor ocupasse espaço,
Não existiria este vazio.
Se o calor me evaporasse,
Eu não materializava tanto frio.
- trêmulas -
As mãos invocam orações,
Em autodefesa,
Os olhos curvam com as canções,
Num pobre culto de riqueza,
E de paixões.
- trêmulas –
As Mãos procuram soluções...
Escrito por Morri na Forca... às 15h27
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|
|
| |
Morte Risos...

Morte Risos.
Vejo seu sangue ainda quente,
Expressando no chão nossos motivos;
A vida que corria nas veias,
Agora declara o quanto morria,
- olhos doentes -
Declara:
O sangue relata o que eu sentia.
Minhas letras expressam,
O preço das palavras frias,
Que agora quentes confessam,
O quanto eu as ouvia...
As lágrimas me cobriam de sede,
Não sei se chorei por mim...
Quando pulsava o erro e o perfeito,
- letras escorridas na parede -
Escondidas dentro do peito,
Pareciam mesmo o fim;
A dor me leva em busca algo,
Que encontro fora de mim...
A Alma me implora,
- do outro lado da vida -
A cada sopro que vou embora,
Deixo a minha razão nunca entendida,
Entenda-me agora,
Deixo meu calor e minha face suicida...
Escrito por Morri na Forca... às 22h43
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
| |
[ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|