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O Observador.

O Observador.
Eu olhei como o disfarce,
Vendo o olho,
Na visão que tem a face,
Cega mira do Acolho;
Como Se algo me observasse...
Olhando os laços,
Nas Pupilas do enlace,
Visa os traços,
Num olho que renasce...
Observa,
Mas somente vê,
O que nunca é visto...
Na mágica pode ver,
O previsto;
“Sou o Olho-Disfarce”
Que confunde o coringa,
De olho N’olho a julgar-se!
Estou na sua face.
Me distinga.
Escrito por Morri na Forca... às 16h23
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O Dominador.

O Dominador.
A morte é verdade demais,
É passaporte sem destino,
Domínio de todos os mortais,
Fascínio pelo oitavo sino;
- ...e aquele cheiro!-
Renome de guerra,
Fome de outra vida,
Homem que nunca erra,
Esfera na luta de uma saída,
Molde que molda e muda a terra;
- ...e aquele cheiro!
No lixo,
Encontra o mais lindo brilho,
Sem se deter ao capricho,
De morrer em pé sobre seu ego-trilho,
Morre como um bicho,
Por um filho...
Segura o gatilho.
E não sente o temor,
Logo nem o pulso,
Nem o amargor,
E o último eco avulso,
Talvez seja o maldito cheiro da flor!
Escrito por Morri na Forca... às 22h37
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