Morri Na Forca!
  Mitrial.

Mitrial.

 

Alguém se prende no assombro,

Num orgulho triunfal,

Realidade repartindo o mesmo ombro,

Repetindo o mesmo tombo,

No plano donde traz mais um sinal,

- me escondo -

Onde tudo é tão normal.

 

Hoje minto,

Passo a passo no irreal,

Dum lado a outro no que sinto,

- nunca saem do degrau -

Mas hoje minto,

Por que tudo é tão normal.

 

Ainda assim tudo repetia,

Minha agonia nesta forca vertical,

Sem mudar o tom nem a quantia,

O mesmo pó no meu rosto material,

Onde o nó sustenta o corpo que eu prendia,

Para libertar o corpo espiritual.

 

Receba hoje então minha visita,

Com minha marcha marcial,

Que todo o covarde evita,

Sagital, cosmos natural,

Um anjo então grita,

Tudo é tão normal.

O medo atrita...

 

O coração do mal.

 



Escrito por Morri na Forca... às 13h35
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  Alma.

Alma.

 

Junto a um chão dividido,

Me vejo contido ao espaço,

Na salvação que protege o perdido,

Junto minhas mãos ao um pedido:

-        protege-me do inferno que traço...

 

levo minha dor sem sentido,

regido por alguém que sofreu,

Quem sabe um desconhecido,

ou talvez este alguém seja eu.

A recompensa não vale o vencido,

E a minha diferença só lhe dá o que é seu.

 

Seu corpo somente te usa,

Sua imagem o espelho escondeu,

Ao ser quebrado mais nada te acusa,

Nem mesmo sua face confusa entendeu,

Que a vida foi conclusa,

-        Pois bem sabes que morreu.

 

Assopra a vela com o frio,

Que eu lhe dei de presente,

Friamente também me cobriu,

Porém minha noite é para sempre,

Aqueles cacos que você destruiu,

Deu-me esta imagem permanente,

Que solenemente me incluiu,

A divisão da razão e do que ainda inexistente...

Escrito por Morri na Forca... às 17h31
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