Alma.

Alma.
Junto a um chão dividido,
Me vejo contido ao espaço,
Na salvação que protege o perdido,
Junto minhas mãos ao um pedido:
- protege-me do inferno que traço...
levo minha dor sem sentido,
regido por alguém que sofreu,
Quem sabe um desconhecido,
ou talvez este alguém seja eu.
A recompensa não vale o vencido,
E a minha diferença só lhe dá o que é seu.
Seu corpo somente te usa,
Sua imagem o espelho escondeu,
Ao ser quebrado mais nada te acusa,
Nem mesmo sua face confusa entendeu,
Que a vida foi conclusa,
- Pois bem sabes que morreu.
Assopra a vela com o frio,
Que eu lhe dei de presente,
Friamente também me cobriu,
Porém minha noite é para sempre,
Aqueles cacos que você destruiu,
Deu-me esta imagem permanente,
Que solenemente me incluiu, A divisão da razão e do que ainda inexistente...
Escrito por Morri na Forca... às 17h31
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