Morri Na Forca!
  terra do Medo...


Terra do Medo.


 

De minhas letras trago,

A promessa que hoje cumpro,

Por minhas mãos será  então pago,

Nem mais guardo e nem pergunto;

 

Não pense que estou junto,

Estou inteiro deste lado,

Nem mais alto nem mais fundo,

Inteiramente equilibrado;

 

Está hoje fato,

E não vira mais assunto,

Segundo o trato,

Sou posse deste mundo.

- embala e balança -

Espelho nobre com meu peito vagabundo.

 

Tenho medo...




Escrito por Morri na Forca... às 16h31
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  As Cabeças.

 

As Cabeças.

 

Umideço minhas palavras no fogo,

Sobre brumas de metal,

Onde o final fazia parte do jogo,

Onde a vida era um fato normal;

 

Uma escrita muito rasa,

Feita sobre o brilho do olhar,

Rasa como o pó da casa,

Que fere o rosto do lar;

 

Eu. Um amigo descartável.

 

Me sinto mais sozinho,

Mais singular,

Menos brindes e mais vinho,

Um herói.

Ninguém para ajudar.

 

Eu. Um amigo descartável.

 

Cansei de minha flor,

E não como de meu fruto,

Meu gosto não me dá sabor,

Meu sol está de luto.

 

É possível e até provável,

Que não passo deste nível,

Sou o Poeta Descartável,

Que não sabe ser sensível,

E me escondo no invisível,

Inalcançável....

 

Eu. Um amigo descartável.

Olho para o alto então vi.

(Vozes e pensamentos)

 



Escrito por Morri na Forca... às 21h30
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  transpiração.

Traspiração.

 

Malmente sou eu,

Gritando para o acaso,

Acordando em algum sonho seu,

De costas para o sempre.

Que bobeira...

Nem existe o sempre,

Nem existe acaso,

Nem sonho.

E eu?

...



Escrito por Morri na Forca... às 21h21
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