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terra do Medo...

Terra do Medo.
De minhas letras trago,
A promessa que hoje cumpro,
Por minhas mãos será então pago,
Nem mais guardo e nem pergunto;
Não pense que estou junto,
Estou inteiro deste lado,
Nem mais alto nem mais fundo,
Inteiramente equilibrado;
Está hoje fato,
E não vira mais assunto,
Segundo o trato,
Sou posse deste mundo.
- embala e balança -
Espelho nobre com meu peito vagabundo.
Tenho medo...
Escrito por Morri na Forca... às 16h31
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As Cabeças.

As Cabeças.
Umideço minhas palavras no fogo,
Sobre brumas de metal,
Onde o final fazia parte do jogo,
Onde a vida era um fato normal;
Uma escrita muito rasa,
Feita sobre o brilho do olhar,
Rasa como o pó da casa,
Que fere o rosto do lar;
Eu. Um amigo descartável.
Me sinto mais sozinho,
Mais singular,
Menos brindes e mais vinho,
Um herói.
Ninguém para ajudar.
Eu. Um amigo descartável.
Cansei de minha flor,
E não como de meu fruto,
Meu gosto não me dá sabor,
Meu sol está de luto.
É possível e até provável,
Que não passo deste nível,
Sou o Poeta Descartável,
Que não sabe ser sensível,
E me escondo no invisível,
Inalcançável....
Eu. Um amigo descartável. Olho para o alto então vi.
(Vozes e pensamentos)
Escrito por Morri na Forca... às 21h30
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transpiração.

Traspiração.
Malmente sou eu,
Gritando para o acaso,
Acordando em algum sonho seu,
De costas para o sempre.
Que bobeira...
Nem existe o sempre,
Nem existe acaso,
Nem sonho.
E eu?
...
Escrito por Morri na Forca... às 21h21
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