Morri Na Forca!
  In castelli.

In Castelli.

Sua alma é vestida de trapos,

Que parecem belos.

Os juízes podres cheiram os fatos,

São ratos que batem martelos,

E eu os ouço...

 

Aqui no calabouço,

As almas estão mais livres,

Desdobro um bilhete do meu bolso,

Que diz que algo ainda vive,

E eu os ouço...

 

Não pareço estar com medo,

Por que o medo nunca aparece,

Ele somente acontece sem segredo,

Não sei se adormece,

Mas embala meu sono cada vez mais cedo...

 

A alma está mais séria,

Negro branco, luz forte e cinzenta,

A alma iguala-se a matéria,

E nada é o que aparenta,

Império.

 

 



Escrito por Morri na Forca... às 19h30
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  Seu Ser


Seu Ser.

 

Esta letra é para uma estrela,

Que vive longe de mim,

E de si mesma.

Se eu fosse o acaso,

Eu seria alheio a este destino.

 

As vezes eu a vejo,

Caminhando sobre outros passos.

 

Se eu fosse o mal,

Seria alheio a estas verdades,

Quero partir de seu final,

desequilibrar suas igualdades,

porém minha vontade será sempre o igual.

 

Sei e sorrio.

 

Se eu fosse o anjo que soprou a sua dor,

Eu seria alheio ao seu sofrer,

Como sou alheio ao seu amor,

E tão contrário de tudo posso ser.

 

Eu vejo seu sol se pôr,

E nenhuma estrela aparecer...

 

“Descubra onde estou...

mas não pode me entender,

não tente ter além do que lhe dou,

se eu fosse uma parte de você,

eu seria alheio ao que sou.. .”

 

A verdade é somente o que sobrou,

Conseguiremos manter?



Escrito por Morri na Forca... às 15h48
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