|

Psiconografia.
Eu sei bem o que sente,
Pois isso não faz sentido,
É dor somente,
Não tem nada escondido,
Sofre certamente,
Por algo permitido.
É verdade que sou alheio,
Nada sei de seus planos,
Minha vontade nunca veio,
Assim como você,
E alguns outros urbanos,
Quase nada eu creio...
De tanto chorar minguaram as dores,
Cravado no peito está a pergunta,
Quando tudo acabou acabaram as flores?
Nunca vi tanta tristeza junta...
Como se todos fossem atores...
Porém guardo,
Para que não se espalhe,
Sei que esse é meu fardo,
Estar vivo hoje é só um detalhe,
Onde qualquer tempo é tardo...
Estou brutalmente marcado,
E qualquer derrota lembra o que sou,
Pois ninguém me nota...
Ninguém sabe para onde vou...
Seria eu um coitado?
Gostaria que fosse,
Mas sou eu um desgraçado,
Sou algo que meu passado trouxe,
E me deixou doente e cansado...
E a felicidade dissipou-se,
Até este estado.
Importa que sofro sempre,
De um mal que nem mais tenho medo,
Como se morasse em meu ventre,
Sou parte e razão deste segredo,
Nem mais junto, mas dentre...
Escrito por Morri na Forca... às 13h27
[]
[envie esta mensagem]
|