Morri Na Forca!


24/12/2005


Dogma...

 

          O Armador             .

 

Que as orações parem,

No infinito contínuo,

Que o nada se espalhe,

E que tudo se cale,

Nas letras do extermínio.

 

Levo o que um beijo me trouxe,

Com meus lábios de alumínio,

O metal da carne separou-se,

A alma perguntou-se...

Existe corpo em meu domínio?

 

A alma pergunta...

Existe corpo?

 

Num momento absoluto,

O tempo me concluiu,

Fico guardando meu cálice de luto,

Que Lúcifer pediu,

E a cada minuto,

O corpo nunca existiu...

 

Tenho o coração mais bruto.

Onde a alma pergunta...

 

Amei e não fui feliz,

Venci mas não lutei,

Dei o que mais quis,

Hoje duvido do que mais sei...

Serei sempre o Aprendiz?

 

Deus é acima de mim.

 

Escrito por Morri na Forca... às 03h11
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18/12/2005


 

Acalento.

Não vim escrever um poema,

eu vim escrito em um.

Digo uma palavra pequena,

um frase, num momento comum.

Comum como a mesa da vaidade,

a beleza diabólica em simplicidade.

Não vim escrever um poema,

eu vim interpretado em um.

Eu digo a frase serena,

Rezada, dobrada, novena...

Não vim escrever um poema,

e não trago nenhum.

Procure a verdade mais plena,

e vai ver que não tem sentido algum...

É só parte de seu poema.

Embora ninguém entenda, é algo comum.

Escrito por Morri na Forca... às 23h17
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10/12/2005


     Livro dos Segredos          .

 

- Tremulas -

As mãos procuram soluções,

Com delicadeza,

Procuram nas mesmas questões,

A antiga certeza,

- que trazem as mesmas confusões... -

 

- Certeza confusa -

Quantos momentos se desfazem?

Quantos sentimentos você usa?

As antigas coisas lhe trazem,

Reduza-se ao que suas palavras fazem,

Até que frase fique conclusa...

 

E as suas sepa-rações se casem.

 

Se a dor ocupasse espaço,

Não existiria este vazio.

Se o calor me evaporasse,

Eu não materializava tanto frio.

 

- trêmulas -

As mãos invocam orações,

Em autodefesa,

Os olhos curvam com as canções,

Num pobre culto de riqueza,

E de paixões.

- trêmulas –

 

As Mãos procuram soluções...

Escrito por Morri na Forca... às 14h27
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03/12/2005


Morte Risos...

 

       Morte Risos.

 

Vejo seu sangue ainda quente,

Expressando no chão nossos motivos;

 

A vida que corria nas veias,

Agora declara o quanto morria,

- olhos doentes -

Declara:

O sangue relata o que eu sentia.

 

Minhas letras expressam,

O preço das palavras frias,

Que agora quentes confessam,

O quanto eu as ouvia...

 

As lágrimas me cobriam de sede,

Não sei se chorei por mim...

Quando pulsava o erro e o perfeito,

- letras escorridas na parede -

Escondidas dentro do peito,

Pareciam mesmo o fim;

 

A dor me leva em busca algo,

Que encontro fora de mim...

 

A Alma me implora,

- do outro lado da vida -

A cada sopro que vou embora,

Deixo a minha razão nunca entendida,

Entenda-me agora,

Deixo meu calor e minha face suicida...

Escrito por Morri na Forca... às 21h43
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