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Dogma...

O Armador .
Que as orações parem,
No infinito contínuo,
Que o nada se espalhe,
E que tudo se cale,
Nas letras do extermínio.
Levo o que um beijo me trouxe,
Com meus lábios de alumínio,
O metal da carne separou-se,
A alma perguntou-se...
Existe corpo em meu domínio?
A alma pergunta...
Existe corpo?
Num momento absoluto,
O tempo me concluiu,
Fico guardando meu cálice de luto,
Que Lúcifer pediu,
E a cada minuto,
O corpo nunca existiu...
Tenho o coração mais bruto.
Onde a alma pergunta...
Amei e não fui feliz,
Venci mas não lutei,
Dei o que mais quis,
Hoje duvido do que mais sei...
Serei sempre o Aprendiz?
Deus é acima de mim.
Escrito por Morri na Forca... às 03h11
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Acalento.
Não vim escrever um poema,
eu vim escrito em um.
Digo uma palavra pequena,
um frase, num momento comum.
Comum como a mesa da vaidade,
a beleza diabólica em simplicidade.
Não vim escrever um poema,
eu vim interpretado em um.
Eu digo a frase serena,
Rezada, dobrada, novena...
Não vim escrever um poema,
e não trago nenhum.
Procure a verdade mais plena,
e vai ver que não tem sentido algum...
É só parte de seu poema.
Embora ninguém entenda, é algo comum.
Escrito por Morri na Forca... às 23h17
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Livro dos Segredos .
- Tremulas -
As mãos procuram soluções,
Com delicadeza,
Procuram nas mesmas questões,
A antiga certeza,
- que trazem as mesmas confusões... -
- Certeza confusa -
Quantos momentos se desfazem?
Quantos sentimentos você usa?
As antigas coisas lhe trazem,
Reduza-se ao que suas palavras fazem,
Até que frase fique conclusa...
E as suas sepa-rações se casem.
Se a dor ocupasse espaço,
Não existiria este vazio.
Se o calor me evaporasse,
Eu não materializava tanto frio.
- trêmulas -
As mãos invocam orações,
Em autodefesa,
Os olhos curvam com as canções,
Num pobre culto de riqueza,
E de paixões.
- trêmulas –
As Mãos procuram soluções...
Escrito por Morri na Forca... às 14h27
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Morte Risos...

Morte Risos.
Vejo seu sangue ainda quente,
Expressando no chão nossos motivos;
A vida que corria nas veias,
Agora declara o quanto morria,
- olhos doentes -
Declara:
O sangue relata o que eu sentia.
Minhas letras expressam,
O preço das palavras frias,
Que agora quentes confessam,
O quanto eu as ouvia...
As lágrimas me cobriam de sede,
Não sei se chorei por mim...
Quando pulsava o erro e o perfeito,
- letras escorridas na parede -
Escondidas dentro do peito,
Pareciam mesmo o fim;
A dor me leva em busca algo,
Que encontro fora de mim...
A Alma me implora,
- do outro lado da vida -
A cada sopro que vou embora,
Deixo a minha razão nunca entendida,
Entenda-me agora,
Deixo meu calor e minha face suicida...
Escrito por Morri na Forca... às 21h43
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