Morri Na Forca!
 
A Teoria da Lei.

- Vou lá fora e sento,
Nos momentos mais sozinhos,
Vejo moinhos sugando o vento,
- soprando o pensamento -
Onde deixei o meu caminho.

No infinito entre os braços,
Está o destino de um momento,
Dobrando os Laços...

Apertados ao sentimento,
Devolvem os meus passos,
- Pegadas da alma sobre o vento –
Como Viajante do tempo,
A procura de seus rastros...

Eu me apresento:

Com mil faces,
Sem cor e sem talento,
No escuro e com disfarces,
Entre a paz e o tormento...
Eu me apresento...
-Assim como um amor incógnito.-

Eu sou a meteria do invisível,
O possível do improvável,
Numa verdade-combustível,
Sei que tudo é alcançável,
Na teoria do impossível...

Não tenho sentimento descartável...
Mas também não sou sensível.

Agora,
Em nome do que não me chamo,
Declamo a mim mesmo nesta hora,
Ao amor próprio que não amo...
Que estou indo embora.

- Vou lá fora e sento,
Nos momentos mais sozinhos,
Vejo moinhos sugando o vento,
- soprando o pensamento -
Onde deixei o meu caminho...



Escrito por Morri na Forca... às 16h47
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O Mentiroso.


Quero a frase que me diga,

- uma palavra apenas –

Uma prova real que nos obriga,

A cumprir a nossas penas!


- Condena -

Por desistir do que mais quer,

Quero medidas, júri e teorema,

- Ou seria uma mulher?-


- Confissão em um poema -

Juro dizer a verdade,

Mesmo que seja pequena,

Diante de Deus e da sociedade,

E sobre minha injusta pena:


Em regime sem fiança,

Sinto-me injustiçado,

Por que a justiça não me alcança,

Quem me acusa é mais culpado,

Mas não acho crime, a ignorância,

Então por mim é perdoado...”


- quando o perdão é um pecado -

O que pesa é a vingança.


Te ofereço meu cansaço,

E um bilhete bem dobrado,

Suspendem meu mundo com um laço,

Numa linda forca pendurado...


Se falei muitas palavras,

Agora estou calado,

Eu fui réu e o próprio jurado,

Entre tantas mentiras,

Morri,

Por fingir ser o culpado.



Escrito por Morri na Forca... às 18h05
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Decoração.

 

Momentos de homens,

serpentes de Deuses,

diferentes e sempre...

dizem,

que ainda somos o que ainda temos.



Escrito por Morri na Forca... às 21h37
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